Casados por 10 anos, divorciados, adeptos do amor livre. Esta é uma história de transformação, superação e expansão com quebra de limites e acesso a um alto nível energético

Quem somos? Deva Geeta e Ayama Roy

 

Até chegar ao maithuna, uma experiência de conexão sexual ritualística, que além de elevar a energia física, expande o potencial espiritual, Ayama e eu passamos por uma série de desafios. Fomos casados por 10 anos, oito deles tendo vivido um relacionamento aberto. Conhecemos o tantra e despertamos para diversos aspectos do nosso casamento. Em um determinado momento chegamos ao entendimento da nossa separação para vivermos cada um o seu processo individual de evolução.

Para muitos, esta trajetória pode ser vista com preconceitos, ainda mais quando eu contar que dois anos e pouco após nosso distanciamento nos encontramos, nos reaproximamos e hoje vivemos uma relação de amor livre. Em contrapartida, outros nos enxergarão como um exemplo daquilo que pode ser vivido e experienciado.

Hoje, além de vivenciar a liberdade do amor, Geeta e eu queremos compartilhar nossos conhecimentos e saber o que você mais gosta de fazer para atingir uma dimensão de alto nível energético, com orgasmos, expansão da consciência, entrega total e sem fronteiras.

Os rótulos e os conceitos que normatizam as relações deixam de ter importância quando duas pessoas estão dispostas a experimentar, ousar, explorar os sentidos e fazer um mergulho nas delícias que o corpo pode proporcionar. A nossa proposta é superar os limites conhecidos, os quais passam a ser um ponto de partida e não de chegada.

Nós nos casamos jovens e próximo a completarmos o primeiro ano de união, na época ele tinha 22 e eu 24 anos, nossa curiosidade sobre temas relacionados a envolvimento com outra mulher começaram a surgir. No primeiro ano de matrimônio, o sexo era maravilhoso, estávamos vibrantes, desde sempre nós nos explorávamos muito, cada vez mais rompíamos as possíveis barreiras, mas nossa relação era convencional, se encaixava no padrão monogâmico.

Horizontes

Sabia que 70% das mulheres tem, já tiveram ou desejam ter algum envolvimento sexual com outra mulher? Li isso em alguma matéria um dia desses, disse Ayama e foi assim que tudo começou. Ele me instigava, queria despertar meu interesse e curiosidade sobre o tema. Eu me fazia de desentendida e um dia chegamos ao assunto fantasia e eu disse – acho que você quer me ver com outra mulher e a resposta foi espontânea – mas você faria? – e respondi – sim, poderíamos viver esta experiência juntos.

Jornada

A caminhada em busca de uma mulher que pudesse se envolver conosco teve início em salas de bate papo, mas as conversas não evoluíam. Um dia sugeri uma balada de swing, após pesquisarmos, lá fomos nós.

Chegamos ao local cedo, com frio na barriga e sem saber como o espaço funcionava. Um garçom nos auxiliou e conhecemos a casa toda. A nossa primeira hora foi de observação, ficamos sentados, assistimos aos shows, até eu reparar em uma jovem que recusava alguns homens, depois de beber e dançar um pouco criei coragem, fui falar com ela, que aceitou se sentar conosco. Depois de um carinho, um beijo, fomos conhecer melhor as tais salas privativas que havíamos visto antes.

Depois disso passamos a frequentar casas de swing regularmente, o Ayama começou a tocar nas baladas e íamos até três vezes na semana. Por se tratar de um espaço onde tudo é permitido e nada é obrigatório, se tornou meu refúgio, nem sempre ia porque queria sexo, mas para dançar, extravasar, me sentir desejada.

Tantra

Conheci o Ayama na mesma universidade aonde eu estudava secretariado. Ele cursava teologia, era músico e tocava em eventos, em um deles nós nos encantamos, a troca de olhares evoluiu para uma conversa e depois nos envolvemos. Nos casamos com cerimônia, na época ele era pastor, nosso convívio era intenso e o sexo era incrível.

Quando começamos a frequentar as casas de swing conciliávamos a vida liberal com a comunidade da igreja. Isso funcionou por mais de cinco anos, mas, no decorrer do tempo, as coisas mudaram, questionávamos a religião e o Ayama deixou de ser pastor, entrou em depressão.

O contato com o tantra veio neste período. Conheci a massagem tântrica em um workshop e quando recebi as primeiras massagens fiquei deslumbrada pelo potencial de sentir o corpo, senti que gostaria de me aprofundar nesta prática, assim deixei a carreira de secretária executiva, área onde atuei por anos e que não fazia mais sentido em minha vida, e após um período de muito trabalho iniciei a minha formação.

Ao entrar na capacitação para me tornar terapeuta tântrica, o processo ficou mais intenso, as práticas iam além das massagens, rompiam todos os paradigmas, tabus, crenças, limites. Na altura, eu achava que estava tudo ótimo comigo, com a minha sexualidade, afinal tinha orgasmos, vivia um relacionamento aberto, porém, durante toda a jornada, fosse na realização de algumas meditações ou recebimento de massagem eu me conectava cada vez mais, ainda assim, era apenas o início, eram as primeiras camadas mudando em mim.

No decorrer da formação eu também vivencie algumas experiencias que começaram a fazer mais sentido na forma como eu devia lidar com meu corpo, passei a ter mais consciência da minha energia sexual a ponto de aprender a sustentar e conduzi-la para meus propósitos de vida, ampliação da minha intuição e percepção, além de sentir mais prazer, entender quem eu era e o quanto podia evoluir, e isso era diferente das vivencias dentro da união aberta, do swing, aonde eu extravasava.

Depois de alguns convites, o Ayama aceitou conhecer uma comuna e resolveu se aprofundar no estudo tântrico. Nesta época passávamos por algumas situações, muitas tensões e cobranças, decidimos que deveríamos nos afastar, nosso casamento não fazia mais sentido, foi um momento difícil, machucamos um ao outro, mas nos abrimos para outras possibilidades.

Reencontro

Com o término da nossa relação me senti fragilizada, sabia que precisava de uma mudança radical. Em um certo momento, o universo me presenteou, abriu caminhos para a minha primeira viagem à Índia. Lá tudo se transformou, houve um grande mergulho dentro de mim mesma.

No retorno ao Brasil, iniciei um relacionamento monogâmico, que depois se transformou em um amor livre. Desta vivência desenrolamos uma linda parceria, aonde pudemos aprofundar questões importantes como posse, ciúmes e expectativas que estavam presentes na união.

A ligação com Ayama, nesta época, era fria, estranha e distante, era claro que ainda haviam muitas questões a serem curadas entre nós. Mas durante os dois anos em que estivemos separados percebíamos a existência de uma negação no que se referia ao outro e em algum momento precisaríamos encarar nossos sentimentos.

No final de 2017 este dia chegou, foi em um congresso de tantra que organizei que o Ayama ressurgiu em minha vida. Ele apareceu, nós nos pedimos perdão e depois de muitas conversas começamos a nos reconectar através do amor que flui em nós.

Todos estes movimentos nos ajudaram a compreender nosso desejo de viver a liberdade de expressar o que sentimos e de podermos estar com as pessoas que queremos baseados na expressão livre do amor, sem rótulos, mas muita cumplicidade.

Ayama: a expansão e o tantra

O tantra surgiu para mim em 2014, em um workshop para casais baseado em meditações tântricas, aonde a Geeta se capacitava. Esse primeiro contato não chegou a ser tão impactante, até porque fui com o propósito de melhorar o relacionamento, mas não percebia que antes deveria buscar melhorar a mim.

Em uma segunda ocasião fiz um workshop de meditações ativas e ali um novo mundo se abriu. O tantra me resgatou do dualismo da mente, da ansiedade e do medo, me proporcionou uma experiência corporal que me levou a transcendência.

A Geeta foi a minha “educadora sexual”. Eu entrei em depressão nos primeiros anos do nosso casamento, principalmente pela crise na igreja. O matrimônio era uma forma de manter as aparências para a comunidade. Mas a vida liberal era um escape frente a rigidez da religião.

Depois de nos separarmos, percebi que tinha feito coisas machistas, queria controlá-la. Conforme entendia isso e observava o amadurecimento dela, comecei a nutrir pela Geeta uma grande gratidão, que fez reascender um sentimento dentro de mim. Nossas vivências pessoais, assim como nossa formação tântrica, estarão presentes nos ensinamentos que compartilharemos no Maithuna Experience Erotic Edition. O workshop será uma oportunidade para criarmos um campo de experimentação com casais que, seguros de si e de sua cumplicidade e confiança se permitam viver o novo, em um ambiente de liberdade e respeito.

E você, quer saber um pouco mais sobre a nossa verdade, quer aprender mais sobre a sua essência, descobrir a sua verdade, desafiar os limites impostos, conhecer mais sobre as práticas tântricas? O curso acontece em João Pessoa, na Pousada Villamor de 23 a 27 de maio e em Piracaia – São Paulo, de 15 a 17 de junho, na Pousada La Figueira. Para mais informações ligue (11) 9.6371-1823 ou envie e-mail para info@maithunaexperience.com.

Com amor, 

Deva Geeta e Ayama Roy 

Nos siga nas redes sociais:
@devageeta
@ayama_roy
@maithunaexperience